O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu de representantes do setor empresarial um plano econômico que propõe elevar a idade mínima de aposentadoria para 67 anos, desvincular o piso previdenciário do salário mínimo e revisar os critérios de concessão e permanência no Bolsa Família. O documento foi apresentado durante encontro com cerca de 500 empresários em São Paulo, na terça-feira (13), e integra o chamado Projeto Brasil de Amanhã.
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Pelas regras atuais, a idade mínima geral é de 65 anos para homens e 62 para mulheres. A proposta prevê elevar esse limite para 67 anos, com períodos de transição diferentes para cada grupo. Outra mudança sugerida é retirar a vinculação do piso das aposentadorias ao salário mínimo, o que poderia permitir reajustes menores que os previstos atualmente. No Bolsa Família, o plano propõe revisar cadastros e critérios de elegibilidade, medidas que poderiam levar à exclusão de beneficiários, dependendo das regras adotadas.
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As propostas foram elaboradas pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, ligado à Associação Comercial de São Paulo, em parceria com a Fundação Internacional para a Liberdade (FIL Brasil), que tem o ex-ministro Paulo Guedes como presidente de honra. O recebimento do documento, porém, não significa que Flávio tenha incorporado as medidas ao programa oficial de governo. A campanha já afirmou que discussões informais não devem ser interpretadas como compromissos definitivos. O presidente Lula (PT) também foi convidado para o encontro.
