O salário mínimo de R$ 1.741, previsto para 2027, deverá elevar em pelo menos R$ 54,6 bilhões as despesas do governo federal com benefícios previdenciários e assistenciais. O cálculo, elaborado pelo economista José Alfaix, da Rio Bravo Investimentos, aponta que os gastos com RGPS e BPC passarão de R$ 738,3 bilhões para R$ 792,9 bilhões.
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Segundo o estudo, a Previdência Social concentrará o maior impacto, com aumento estimado de R$ 44,2 bilhões nas despesas vinculadas ao piso nacional. Atualmente, 28,3 milhões de beneficiários do RGPS recebem o equivalente a um salário mínimo. Já o BPC, que atende 6,7 milhões de pessoas, deverá gerar acréscimo de R$ 10,4 bilhões nas despesas federais.
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O cálculo considera a atual quantidade de beneficiários e 13 parcelas anuais, incluindo o 13º salário. A análise não incorpora novas concessões, crescimento do número de beneficiários ou judicialização. Segundo o Poder360, a elevação do mínimo também aumenta as despesas obrigatórias e pode reduzir o espaço disponível no Orçamento para investimentos e outras despesas discricionárias.
