O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma reunião entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em uma tentativa de reduzir o desgaste entre as instituições. O encontro deve ocorrer até a próxima semana e terá a mediação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. A relação entre o gabinete de Mendonça e integrantes da PF está marcada por divergências sobre o ritmo de investigações e suspeitas de vazamentos de informações.
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Mendonça é relator de casos considerados sensíveis para o governo, entre eles a investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o caso Master. Nesta semana, a defesa de Lulinha procurou o ministro da Justiça para manifestar preocupação com a divulgação de informações de uma diligência que tramita sob sigilo. Lula também pediu investigação sobre o vazamento de mensagens trocadas entre o filho e a empresária Roberta Luchsinger. Mendonça determinou que a PF apure o episódio.
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O impasse também envolve a investigação sobre a chamada Farra do INSS. Mendonça determinou que a PF compartilhe documentos brutos do caso e que mudanças na equipe responsável pela apuração sejam submetidas ao ministro. A corporação contesta as medidas por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), enquanto todos os superintendentes da PF assinaram uma carta questionando a decisão. Em meio ao conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, já se reuniu com Andrei Rodrigues para tentar diminuir a tensão.
