O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá decidir se o relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, será analisado pelo plenário da Corte. O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça e aponta 187 interações entre Moraes e Vorcaro, incluindo registros relacionados a um contrato de R$ 131 milhões.
Mendonça defende que o caso seja apreciado de forma pública pelos demais ministros. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, porém, se manifestou pela nulidade do relatório. Segundo ele, Mendonça não poderia ter determinado à PF a produção do documento envolvendo um ministro com foro no plenário do STF sem que a questão fosse submetida previamente ao colegiado.
A decisão volta a colocar Fachin no centro de um caso envolvendo o Banco Master. Em fevereiro, o presidente do STF também arquivou uma ação relacionada a Dias Toffoli, após o então relator deixar o caso depois de uma reunião reservada com os ministros da Corte. Agora, caberá a Fachin definir os próximos passos sobre o relatório que envolve Moraes e Vorcaro.
