Os casos de esporotricose em humanos vêm crescendo de forma significativa na Bahia, acendendo um alerta para a saúde pública. Dados recentes mostram que a doença apresentou aumento expressivo nos últimos anos, saindo de 269 registros em 2021 para quase mil casos em 2024. Mesmo com leve estabilização em 2025, o número segue elevado, indicando a persistência da infecção no estado e a necessidade de atenção contínua por parte das autoridades e da população.
A doença, causada por fungos presentes no solo e transmitida principalmente por gatos infectados, tem atingido sobretudo adultos, com maior incidência entre mulheres. Isso ocorre, em grande parte, pelo contato direto com animais doentes durante os cuidados domésticos. A infecção acontece por arranhões, mordidas ou contato com secreções, podendo provocar lesões na pele que evoluem se não tratadas adequadamente.
Especialistas reforçam que a prevenção passa por cuidados simples, como evitar o contato direto com animais com feridas, utilizar proteção ao manuseá-los e manter acompanhamento veterinário regular. O avanço da doença para o interior do estado também preocupa, já que indica uma expansão além dos grandes centros urbanos. Diante desse cenário, o controle da esporotricose depende de ações conjuntas entre poder público e população.
