Prefeitos de municípios de Pernambuco decidiram estabelecer um teto de R$ 350 mil para cachês de artistas contratados em eventos públicos, como festas juninas e carnaval. A medida foi definida durante assembleia da Associação Municipalista de Pernambuco e surgiu a partir de uma pesquisa com ampla participação das cidades do estado. O objetivo é criar um parâmetro para conter o aumento expressivo dos valores pagos por apresentações musicais nos últimos anos.
O levantamento que embasou a decisão contou com a adesão de 81% dos municípios pernambucanos, sendo que a maioria defendeu a padronização dos cachês. Os valores mais citados pelos gestores ficaram entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, o que levou à definição do teto intermediário. Apesar disso, a medida não tem caráter obrigatório, funcionando como uma referência para orientar contratações e equilibrar os gastos públicos com eventos culturais.
Durante o debate, prefeitos destacaram que a concorrência entre municípios contribuiu para inflacionar os cachês artísticos. A proposta também considera a necessidade de preservar eventos tradicionais, que podem exigir exceções. A iniciativa busca garantir maior responsabilidade fiscal, sem comprometer a realização de festas populares que movimentam a economia e valorizam a cultura local em diversas cidades do estado.
