A denúncia conhecida como “Caso ISEA”, que investiga uma suposta negligência médica durante um parto em Campina Grande, completa um ano nesta quarta-feira (11) sem respostas definitivas. O episódio envolveu a morte de um bebê na maternidade Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) e, dias depois, o falecimento da mãe, Maria Danielle Cristina Morais Sousa. A família da vítima segue cobrando esclarecimentos sobre o que aconteceu durante o atendimento na unidade de saúde.
Danielle havia sido internada para dar à luz, mas o bebê morreu durante o parto e ela precisou passar por um procedimento que resultou na retirada do útero. Após receber alta médica, a mulher voltou a ser hospitalizada com sinais de complicações e acabou morrendo dias depois. A suspeita inicial apontou para um acidente vascular cerebral (AVC), mas familiares e advogados questionam as circunstâncias que levaram ao agravamento do quadro de saúde.
Mesmo após um ano da primeira denúncia, o inquérito policial que apura o caso ainda não foi concluído. A demora nas investigações tem causado sofrimento à família, que também enfrentou dificuldades burocráticas, como a emissão da certidão de óbito da vítima. O marido de Danielle afirma que continua aguardando justiça e esclarecimentos sobre o atendimento recebido pela esposa na maternidade.
