A Bahia registrou aproximadamente 2 mil internações por ferimentos causados por arma de fogo em 2024, segundo dados da terceira edição da pesquisa Custos da Violência Armada, elaborada pelo Instituto Sou da Paz. O levantamento revela um cenário alarmante: 98% das vítimas que precisaram de atendimento hospitalar por conta de disparos de armas de fogo são pessoas negras, evidenciando o caráter racial da violência no estado.
Os números refletem o impacto devastador das armas nas comunidades baianas. Casos como o da apóstola Carine Carvalho, atingida na cabeça em julho após abordagem na Engomadeira, ilustram a gravidade da situação. A pesquisa aponta que os ferimentos causam custos elevados ao sistema de saúde pública e deixam sequelas permanentes nas vítimas e em suas famílias.
O estudo destaca ainda que a população negra é a mais afetada pela violência armada na Bahia. Especialistas apontam que a desigualdade social e o acesso facilitado a armas de fogo contribuem para o agravamento do problema. As autoridades estaduais são pressionadas a implementar políticas públicas efetivas para reduzir as mortes e internações causadas por disparos no território baiano.
