O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro. O julgamento, concluído na quinta-feira (8), manteve o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador, considerado inelegível pela Justiça Eleitoral em razão de condenação por improbidade administrativa.
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Com a retirada dos 274.411 votos de Garotinho da contagem dos votos válidos, Douglas Ruas (PL) passa a ter 50,88% da votação válida, percentual suficiente para vencer no primeiro turno. Antes da decisão, Ruas havia recebido 49,27% dos votos, enquanto Eduardo Paes (PSD) somou 42,76%. A mudança no cálculo elimina, em princípio, a necessidade de um segundo turno no estado.
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A definição do resultado depende da retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A coligação de Eduardo Paes anunciou que recorreria ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a realização do segundo turno. O caso reacende o debate sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa, a validade dos votos de candidatos com registro indeferido e os efeitos das decisões judiciais sobre o resultado das eleições.
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