Uma recente análise divulgada pela Tribuna do Norte mostra que o Rio Grande do Norte aparece em terceiro lugar no Brasil no ranking dos estados com maior proporção de pessoas que trabalham em município diferente do qual residem. A pesquisa considera deslocamentos regulares para emprego, apontando que uma parcela significativa da população potiguar não encontra postos de trabalho em sua cidade de origem e precisa recorrer aos municípios vizinhos ou à capital para exercer sua ocupação.
Esse fenômeno revela déficits estruturais, como a falta de oportunidades nos municípios menores, desigualdade de distribuição de serviços e empregos, e a dependência de redes de transporte para permitir esse trânsito diário. O impacto é sentido tanto nos custos de transporte e tempo gasto quanto no desgaste pessoal e no comprometimento da qualidade de vida dos trabalhadores.
Para além dos dados quantitativos, especialistas destacam que essa realidade exige políticas de descentralização de emprego, estímulo à economia local e melhorias na infraestrutura de transporte intermunicipal. Programas de incentivo às pequenas e médias empresas e investimentos em oferta de cursos profissionalizantes nos municípios interioranos também são apontados como caminhos para reduzir a necessidade de deslocamentos constantes.
