O setor de reciclagem no Rio Grande do Norte vive um clima de apreensão com a implementação da nova Reforma Tributária, cuja regulamentação pode elevar a carga tributária sobre produtos recicláveis e afetar diretamente a cadeia produtiva, incluindo catadores, cooperativas e empresas do setor. Representantes da atividade alertam que a unificação dos tributos pode acabar com incentivos fiscais que hoje favorecem a reciclagem, colocando em risco a competitividade diante da matéria-prima virgem e dificultando a sustentabilidade econômica desse mercado.
Segundo líderes do setor, a preocupação gira em torno da possibilidade de que o novo modelo tributário — que reformula a cobrança de impostos sobre bens e serviços — trate os materiais reciclados com a mesma alíquota ou com menores benefícios do que os produtos convencionais, o que pode reduzir a margem de lucro e desestimular o processamento de resíduos. A revisão dos regimes fiscais que hoje concedem tratamentos diferenciados para itens recicláveis é vista como um ponto crítico nas negociações com entidades governamentais e especialistas.
O debate também envolve o chamado “ambiente de negócios” para a economia circular no estado, que depende da tributação equilibrada para atrair investimentos e fortalecer a atuação dos catadores e pequenos empreendedores. Lideranças locais reforçam a importância de políticas públicas que preservem ou ampliem incentivos fiscais para o setor, reconhecendo seu papel social e ambiental na redução de resíduos e na geração de renda. Enquanto o texto final da reforma segue em análise e adaptação, empresários e cooperativas potiguares seguem mobilizados para apresentar suas reivindicações aos formuladores de políticas públicas.
