O governo da Bahia encaminhou à Assembleia Legislativa a proposta orçamentária de 2026 com uma estratégia que eleva artificialmente os investimentos sociais. A gestão petista anuncia R$ 53,9 bilhões para a área social, mas especialistas apontam que o valor real é de R$ 41 bilhões. A diferença decorre da inclusão de despesas típicas de infraestrutura, como urbanismo, saneamento, habitação e energia, além de segurança pública.
Segundo análise técnica, ao retirar esses itens classificados incorretamente, o crescimento artificial chega a 31,5%. Na comparação com 2025, a participação da área social no orçamento total diminui de 57,81% para 54,33%. Especialistas em finanças públicas criticam a manobra, destacando que nas prestações de contas ao Tribunal de Contas do Estado, o governo segue a classificação correta, sem misturar infraestrutura com investimentos sociais.
A oposição classifica a estratégia como maquiagem contábil em ano eleitoral. A Secretaria de Planejamento justifica que urbanismo e energia foram incluídos na área social por impactarem a qualidade de vida da população, citando investimentos em mobilidade urbana e iluminação pública.
