O Ministério Público do Estado da Bahia abriu investigação sobre tremores de terra registrados na região onde está previsto o projeto da ponte Salvador-Itaparica, ligando a capital baiana à Ilha de Itaparica. A apuração foi motivada por uma representação de moradores da ilha, que relataram vibrações sentidas entre junho e julho do ano passado e pedem medidas preventivas diante dos abalos, alguns com magnitude de até 3,0 na Escala Richter, segundo dados do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Na representação anexada ao procedimento administrativo, cidadãos afirmam que tremores provocaram vibrações e ruídos em casas próximas ao litoral, e há preocupação com possíveis efeitos caso a obra de grande porte avance sem análises aprofundadas. Embora o MP-BA ainda não tenha identificado risco sísmico iminente, solicitou ao laboratório relatório completo com parâmetros técnicos sobre os eventos e o potencial impacto geológico na área da Baía de Todos-os-Santos.
O caso também entra no contexto do processo de licenciamento ambiental do empreendimento, que segue em análise pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema). A expectativa do governo estadual é iniciar as obras da ponte em junho de 2026, uma obra aguardada há anos que promete reduzir o tempo de travessia entre Salvador e Itaparica, estimulando debates sobre impactos ambientais, riscos geológicos e desenvolvimento regional.
