A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca estabelecer uma ponte com Augusto Cury (Avante) diante da avaliação de que o escritor pode apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. A informação é da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. A estratégia surge após Cury ganhar espaço na corrida presidencial e se consolidar como uma alternativa para eleitores que não estão alinhados diretamente com Lula ou Flávio.
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O desafio, segundo a coluna, está em encontrar uma forma de dialogar com o eleitorado de Cury. A experiência da esquerda com Pablo Marçal nas eleições de 2024 é citada como exemplo da dificuldade do campo progressista em se comunicar com segmentos influenciados por coaches, autoajuda e discursos de desenvolvimento pessoal. A campanha petista avalia que uma aproximação com Cury poderia ser importante para evitar que esse grupo migre em bloco para o campo bolsonarista.
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Os números do Datafolha ajudam a explicar a preocupação. Entre os eleitores que hoje declaram preferência por Cury, 42% afirmam que votariam em Flávio Bolsonaro em um segundo turno, enquanto 30% escolheriam Lula. O movimento da campanha petista, portanto, busca não apenas ampliar o diálogo com o candidato, mas também impedir que seu eleitorado se transforme em uma vantagem estratégica para o adversário.
