Jovem morto por leoa sofria de esquizofrenia sem tratamento
Gerson de Melo Machado tinha 19 anos e sonhava em domar leões
Redação NERO
02/12/25 8:02

Gerson de Melo Machado, o jovem de dezenove anos que morreu após entrar no recinto de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, tinha diagnóstico de esquizofrenia e nunca recebeu acompanhamento psicológico contínuo. Segundo a prima Ícara Menezes, ele enxergava as outras pessoas como potenciais agressoras e sentia medo constante. A família tem histórico de transtornos mentais e ele mantinha mentalidade infantil.

O rapaz tinha dezesseis passagens pela polícia, muitas vezes por atirar pedras em viaturas porque queria se sentir seguro no presídio. Ele era apaixonado por animais e sonhava em ir para a África domar leões. A Justiça havia determinado sua internação em instituição de longa permanência por ser considerado inimputável, mas a decisão não foi cumprida a tempo. Conselheiros afirmam que ele não tinha noção de perigo.

O Ministério Público da Paraíba abriu investigação para apurar as condutas da Prefeitura e do parque. A leoa, chamada Leona, não será sacrificada e recebe cuidados da equipe técnica. A família lamenta a falta de apoio do poder público.