Claudio Lottenberg, indicado por Flávio Bolsonaro (PL) para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo, considera a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19 um “capítulo superado”. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o médico afirmou que pretende conduzir a pasta com base em evidências científicas, apesar das críticas à gestão federal durante a crise sanitária, marcada por controvérsias sobre vacinas e medicamentos sem eficácia comprovada.
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Ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Lottenberg defende o fortalecimento da atenção básica, a integração de dados clínicos e o uso eficiente dos recursos públicos. O médico também afirma que pretende dialogar com setores conservadores do Congresso sobre temas sensíveis, como o aborto legal, sem abrir mão de critérios técnicos. Flávio anunciou a indicação como parte de sua proposta para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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A escolha ocorre em meio às críticas à condução da pandemia pelo governo Bolsonaro, especialmente pela postura contrária a recomendações científicas e pelas controvérsias envolvendo a vacinação. Lottenberg já havia criticado a ampliação do uso da cloroquina contra a Covid-19 durante a gestão anterior. Segundo a Folha, aliados de Flávio avaliam que o médico pode ajudar a reduzir o desgaste eleitoral relacionado ao tema, embora existam dúvidas sobre sua permanência no cargo em um eventual governo.
