O Sindipostos-RN alertou que a escalada do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã no Oriente Médio deve pressionar os preços dos combustíveis no Rio Grande do Norte já a partir desta quarta-feira (4). A alta dos preços é apontada como reflexo do aumento do valor do barril de petróleo no mercado internacional, em meio à instabilidade global provocada pelos ataques militares e ao temor de interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo crude.
De acordo com o presidente do sindicato, a maior parte dos combustíveis consumidos no estado depende de importação e está sujeita às oscilações externas, o que pode resultar em reajustes a curto prazo, especialmente no preço do diesel, combustível essencial para a logística regional. Essa pressão sobre os valores refletiria não apenas no transporte, como também em toda a cadeia produtiva, caso a tendência de alta persista.
Especialistas ressaltam que, embora o Brasil não pareça correr risco de desabastecimento imediato, a continuidade do conflito e o aumento dos preços globais do petróleo estão entre os fatores que podem levar a novos ajustes nos derivados vendidos pelas refinarias e postos de combustíveis. A reação dos mercados internacionais diante do cenário geopolítico é crucial para definir o impacto futuro dos valores na bomba.
