A greve dos trabalhadores rodoviários em São Luís, capital do Maranhão, chegou ao terceiro dia consecutivo sem ônibus circulando pelas ruas da cidade e da região metropolitana, deixando paradas vazias e afetando cerca de 700 mil passageiros que dependem do transporte coletivo diariamente. Apesar de uma decisão da Justiça do Trabalho que determinou a operação de 80% da frota, os coletivos não foram vistos nas ruas desde a manhã de sexta-feira.
A paralisação foi deflagrada por trabalhadores em negociação com empresas e segue sem acordo entre as partes. Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial, melhores benefícios e condições de trabalho, além de encontrar uma saída para o atraso no pagamento de valores e definição de acordos coletivos de 2026. Enquanto isso, passageiros buscam alternativas como carros por aplicativo, vans e veículos particulares para se deslocar pela cidade.
Diante do impasse, a Prefeitura de São Luís anunciou medidas emergenciais, como a oferta de vouchers para corridas por aplicativos, na tentativa de reduzir o impacto da paralisação na rotina dos cidadãos. A categoria e as empresas seguem em discussão, com nova rodada de negociações prevista para os próximos dias, na tentativa de retomar o serviço e aliviar os transtornos causados pela falta de transporte público na capital maranhense.
