O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (9) que a segurança da Corte identificou milhares de mensagens com ameaças de morte e agressões contra ele. Entre as publicações divulgadas pelo magistrado nas redes sociais, uma dizia que ele seria o “primeiro a ser fuzilado”, em referência a decisões relacionadas ao acesso a armas. Outra mensagem defendia a invasão do STF e ataques contra Dino e outros ministros.
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Dino atribuiu as ameaças à disseminação de informações falsas e afirmou que as divergências sobre decisões judiciais devem ser resolvidas pelos meios legais. O ministro declarou que, em 37 anos de serviço público, nunca respondeu a processo criminal e criticou manifestações que, segundo ele, estimulam perseguições e agressões contra integrantes do Judiciário. Também afirmou que não pretende modificar sua atuação profissional em razão das intimidações recebidas.
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Ao comentar o episódio, o ministro alertou para os riscos que ameaças desse tipo representam para a independência da Justiça. Segundo Dino, se magistrados passarem a temer represálias pessoais ao julgar processos, o funcionamento do Poder Judiciário e a própria Constituição ficam comprometidos. O caso reacende o debate sobre ameaças contra autoridades públicas, discurso de ódio nas redes sociais e proteção de integrantes das instituições democráticas.
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