O atual El Niño acendeu um alerta durante audiência na Câmara dos Deputados. O professor Paulo Antunes Horta, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), afirmou que o fenômeno pode estar entre os mais fortes da história. Segundo ele, as águas do Pacífico chegaram a 3°C acima da média em 19 de setembro, enquanto o pico do evento é previsto para novembro.
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No Brasil, os principais riscos apontados são de seca no centro-norte, chuvas no centro-sul e temperaturas elevadas em todo o país. O especialista também alertou para possíveis impactos na agricultura, pecuária, pesca e produção de alimentos, além dos efeitos sobre a segurança hídrica e energética. A Organização Mundial de Meteorologia estima que o fenômeno possa durar até fevereiro de 2027.
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Durante a audiência, Horta cobrou medidas urgentes do poder público para identificar áreas vulneráveis e fortalecer ações de prevenção. A consultora legislativa Kenya Simões afirmou que o país já possui leis e instrumentos para enfrentar desastres, como planos de contingência, sistemas de alerta e rotas de evacuação. Segundo ela, o desafio é colocar as políticas em prática.