O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 24 horas para que a Meta, responsável por Facebook e Instagram, e a rede social X apresentem explicações sobre a distribuição de conteúdos políticos, a veiculação de anúncios eleitorais e o uso de inteligência artificial. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (23), após questionamentos apresentados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o funcionamento das plataformas durante o segundo turno presidencial.
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A representação aponta possíveis diferenças no alcance de publicações políticas, na distribuição de anúncios e nas respostas de ferramentas de inteligência artificial a solicitações envolvendo os candidatos. A campanha de Lula questiona se mecanismos das plataformas estariam beneficiando conteúdos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL). As alegações ainda dependem da análise das informações solicitadas pela Justiça Eleitoral. A Meta, em manifestações anteriores sobre questionamentos semelhantes, negou favorecimento político e atribuiu problemas relatados a falhas técnicas.
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A determinação ocorre a dois dias do segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo (25 de outubro). Com a cobrança, o TSE busca obter transparência sobre os critérios utilizados pelas empresas para recomendar publicações, moderar conteúdos e distribuir propaganda eleitoral. As respostas deverão contribuir para a análise da atuação das plataformas no período decisivo da campanha, em que a circulação de informações nas redes sociais está sob escrutínio da Justiça Eleitoral.
