Petistas e aliados do presidente Lula interpretam o apoio do ex-presidente Michel Temer a Flávio Bolsonaro no segundo turno como possível resultado de um acordo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a avaliação é de que Temer poderia ter negociado uma saída para evitar um eventual processo de impeachment de Moraes caso Flávio seja eleito.
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A hipótese levantada por uma liderança do PT é de que o acordo poderia envolver uma eventual aposentadoria antecipada de Moraes em 2027, antes de o ministro assumir a presidência do Supremo. Interlocutores de Temer e Flávio, porém, negam a existência de qualquer acordo nesse sentido. A reportagem também registra que setores bolsonaristas defendem que um eventual impeachment não seria negociado.
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A leitura petista ocorre após Temer declarar apoio a Flávio Bolsonaro, movimento que aproximou o ex-presidente do grupo político que faz oposição a Moraes. Temer foi responsável pela indicação do ministro ao Supremo Tribunal Federal, em 2017. A possibilidade de um entendimento entre os dois grupos, contudo, permanece como uma avaliação de integrantes do PT, sem confirmação por parte dos envolvidos.
