O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) negou, por unanimidade, o registro de candidatura do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) para deputado federal pelo estado. A decisão foi tomada na quinta-feira (3) e impede, neste momento, que o político dispute as eleições de outubro. Cunha teve o mandato parlamentar cassado em 2016 por quebra de decoro e voltou ao cenário eleitoral neste ano ao tentar concorrer por Minas Gerais.
Siga o Canal do Nero no WhatsApp
O tribunal considerou que Cunha permanece inelegível em razão de condenações e da suspensão de seus direitos políticos. O Ministério Público Eleitoral sustentou que o prazo de inelegibilidade ainda não havia terminado. Em 2022, uma decisão provisória havia restabelecido seus direitos políticos, mas a liminar acabou revogada. O caso também envolve mudanças feitas em 2025 nas regras de contagem do período de inelegibilidade, cuja aplicação é alvo de discussão judicial.
Inscreva-se no canal do Nero no Telegram
A decisão do TRE-MG não encerra a tentativa de Cunha de voltar à Câmara. A defesa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento ocorre em meio a uma série de impugnações de candidaturas nas eleições de 2026, provocadas por questionamentos relacionados à Lei da Ficha Limpa. No caso do ex-presidente da Câmara, o tribunal mineiro decidiu barrar sua candidatura por unanimidade, mantendo o entendimento de que ele não reúne, neste momento, as condições legais para disputar o cargo.
Veja fala de Eduardo Cunha
