O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) passou de 2% para 10% das intenções de voto em apenas duas semanas, segundo pesquisa Quaest. Diante do crescimento, a estratégia agora é evitar que sua candidatura perca força e fique estacionada nesse patamar. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em publicação desta sexta-feira (4). Segundo ele, a equipe de Cury trabalha com duas frentes principais para sustentar o avanço registrado nas pesquisas.
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A primeira orientação é manter distância das principais crises políticas em andamento. De acordo com Lauro Jardim, Cury deve evitar entrar no debate envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, a disputa entre André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além das controvérsias relacionadas a Lulinha e ao filme “Dark Horse”. “Deixa eles se matando”, afirmou um assessor do candidato, segundo o colunista. A avaliação é de que o embate entre outros atores pode abrir espaço para Cury crescer sem se envolver diretamente nas polêmicas.
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A segunda frente será tornar o programa de governo mais conhecido pelo eleitorado. A estratégia prevê ampliar a presença de Cury em temas como economia e segurança pública, buscando transformar o crescimento nas pesquisas em uma candidatura mais competitiva. Conforme a análise publicada por Lauro Jardim, o desafio imediato é fazer com que os 10% conquistados na Quaest deixem de ser apenas um pico momentâneo e se convertam em uma base capaz de sustentar novos avanços na corrida presidencial.
