A empresária Roberta Luchsinger afirmou, em entrevista ao portal G1, que procurou Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, para pedir apoio a uma proposta relacionada à venda de remédio à base de canabidiol ao governo brasileiro. Foi a primeira vez que ela se manifestou publicamente sobre o caso. Segundo Roberta, a iniciativa ocorreu porque ela acreditava que Marcola poderia ajudar a encaminhar a discussão. Ela, porém, negou ter feito pagamentos para obter favorecimento.
“Eu apenas ajudei um amigo”, afirmou Roberta ao G1, ao explicar a relação com o ex-assessor de Lula. Segundo Marcola, o dinheiro, R$ 249 mil, foi um empréstimo pessoal, já quitado. A empresária também reconheceu que procurar Marcola para tratar de uma demanda empresarial pode ter sido um erro. Ela negou, entretanto, que tenha oferecido dinheiro em troca de influência ou que tenha usado sua amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para conseguir vantagens junto ao governo.
Roberta é investigada pela Polícia Federal em inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações também analisam sua relação com Lulinha e com Marcola. Segundo a empresária, sua amizade com o filho de Lula é anterior à chegada do presidente ao Palácio do Planalto. “O Lulinha é meu amigo antes de Lula ser presidente”, declarou ao G1, negando ter usado a proximidade para obter benefícios ou contratos com o governo.
