O cantor paraibano João Lima completa um mês no Presídio do Roger, em João Pessoa, desde que foi preso no dia 26 de janeiro após ser denunciado por agressões à sua ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça da Paraíba em razão das acusações de violência doméstica, com base em vídeos e relatos apresentados pela vítima. A defesa do artista apresentou pedido de habeas corpus no dia 30 de janeiro, mas até o momento a Justiça ainda não analisou o recurso, e o Ministério Público da Paraíba deu parecer contrário à liberdade de João Lima, citando “propensão ao desrespeito” em seu comportamento.
Durante esse período, o cantor permanece detido na ala destinada a crimes de violência doméstica e, após os primeiros dias em regime de isolamento, passou a poder receber visitas. Enquanto isso, Raphaella Brilhante divulgou seu primeiro pronunciamento nas redes sociais desde o ocorrido, relatando que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio e segue enfrentando ameaças e violência psicológica por parte da família do artista, incluindo tentativas de descredibilização e ataques que, segundo ela, extrapolam os limites da agressão física, caracterizando outras formas de violência.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil, com o andamento do processo e o aguardado julgamento do habeas corpus ainda sem data definida. As acusações e desdobramentos têm gerado repercussão significativa na Paraíba, refletindo debates mais amplos sobre violência doméstica e a aplicação da Lei Maria da Penha para proteger vítimas, mesmo após a separação ou o término da relação.
