Cerca de 300 moradores da Vila Maranhão, em São Luís, que deixaram suas casas após um vazamento de fertilizantes tóxicos na comunidade poderão finalmente retornar às residências, mas apenas após a empresa responsável cumprir uma série de exigências definidas em audiência judicial no Fórum Sarney Costa. Durante o encontro, participaram representantes das famílias atingidas, o Ministério Público, a Defesa Civil e órgãos ambientais, que avaliaram o que já foi cumprido e estabeleceram novas condições para a retomada segura do convívio no local.
Entre as determinações da Justiça, está a obrigatoriedade de que as atividades da empresa ocorram agora em área totalmente coberta, além da instalação de sistemas de contenção de resíduos e de uma estação de tratamento e decantação para reduzir os riscos ambientais. A empresa também deverá dobrar a quantidade de caixas d’água e fornecer água mineral às famílias afetadas até que a normalidade seja restabelecida. A próxima reunião com o Ministério Público, governo e comunidade foi marcada para daqui a 30 dias, quando será apresentada estimativa dos danos e discutido um possível acordo definitivo.
A retirada temporária das famílias havia ocorrido depois de moradores relatarem coceiras na pele, problemas respiratórios e forte odor na região, sintomas associados ao contato com substâncias como sulfato de amônia e ureia, confirmadas em relatório técnico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. A Justiça havia classificado a situação como um desastre ambiental ativo, motivando medidas urgentes de proteção à vida e ao meio ambiente antes do retorno seguro à Vila Maranhão.
