A circulação de ônibus semiurbanos na Região Metropolitana de São Luís voltou a enfrentar interrupções na manhã desta quarta-feira (4), após os coletivos terem iniciado o dia em operação, mas serem novamente paralisados pelos rodoviários em protesto por melhores condições e termos do acordo trabalhista. A paralisação repentina deixou ônibus retidos no Terminal da Praia Grande e obrigou passageiros a descerem dos veículos em plena via pública, sem avisos claros sobre a situação, gerando revolta entre os usuários. O bloqueio causou intenso congestionamento na Avenida Senador Vitorino Freire e em trechos da Beira-Mar e São Francisco, evidenciando o impacto imediato do movimento sobre o cotidiano dos moradores da capital maranhense.
O impasse decorre de descontentamentos com o acordo firmado entre rodoviários, empregadores e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), que previa reajuste salarial de 5,5% e plano odontológico, além de negociações mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16). Embora os ônibus semiurbanos tenham retornado à circulação em horários iniciais — especialmente para atender áreas como Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar — a retomada da paralisação interrompeu novamente o serviço, complicando a rotina de milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo para deslocamentos diários. A categoria reivindica, além de melhores salários, mais segurança no trabalho e condições adequadas para exercer suas funções.
Enquanto a situação se desenrola, usuários continuam enfrentando dificuldades para se deslocar, e a mobilidade urbana em São Luís permanece fragilizada pela greve que afeta tanto o sistema semiurbano quanto o urbano. A instabilidade no transporte tem levantado críticas de passageiros que relatam falta de integração nos terminais e ausência de comunicação eficiente sobre o funcionamento das linhas, o que intensifica o desconforto da população. A continuidade das negociações entre as partes envolvidas é aguardada com expectativa, na tentativa de alcançar um acordo que permita a normalização dos serviços e minimize os transtornos para a comunidade que depende diariamente do transporte público.
