Paraíba registra morte por raiva humana após cinco anos
Caso em Campina Grande reacende alerta sobre zoonoses
Redação NERO
06/01/26 9:39

A Paraíba confirmou recentemente a morte de um homem em Campina Grande após diagnóstico de raiva humana, doença rara e altamente letal, cuja última ocorrência fatal não acontecia há cerca de cinco anos no estado. O paciente, de 50 anos, foi atacado por um sagui silvestre em setembro de 2025 e só procurou atendimento médico após o aparecimento dos primeiros sintomas, que evoluíram até o óbito no Hospital Universitário Alcides Carneiro no início de janeiro de 2026. A confirmação laboratorial da infecção levou as autoridades de saúde a intensificarem as ações de vigilância epidemiológica.

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) informou que equipes especializadas estão realizando busca ativa por animais com comportamento suspeito e monitoramento de pessoas expostas, além de vacinar cães e gatos na região afetada para reduzir o risco de novos casos. A raiva humana — transmitida pela saliva de animais infectados, em especial por meio de mordidas — tem taxa de letalidade extremamente alta após o início dos sintomas, o que torna essenciais a profilaxia adequada e a vacinação prévia dos animais domésticos.

Historicamente, a Paraíba não registrava mortes pela doença há cerca de cinco anos, com os casos mais recentes antes deste tendo ocorrido em 2015 e 2020 envolvendo variantes do vírus associadas a animais silvestres como felinos e raposas. O episódio atual traz à tona a importância de cuidados preventivos, vigilância contínua e educação da população sobre riscos de zoonoses, reforçando a necessidade de procurar atendimento imediato após qualquer acidente com animais potencialmente infectados.