Salvador: farmácias mudam rotina por roubos de canetas injetáveis
Mais de 20 medicamentos roubados geram prejuízo milionário
Redação NERO
26/09/25 9:15

Em Salvador, farmácias enfrentam onda de roubos de canetas injetáveis, também conhecidas como agonistas GLP-1, usadas para tratar diabetes e obesidade. As ocorrências têm sido frequentes em bairros como Pituba, Itapuã, Costa Azul, Armação e Horto Florestal, gerando sérios prejuízos financeiros. Só entre fevereiro e maio, um único grupo cometeu mais de 20 assaltos desse tipo, com perdas estimadas em cerca de R$ 2 milhões.

Donos de farmácias e drogarias alegam que os criminosos agem sempre com arma de fogo ou sugestão de arma, exigindo conhecimento prévio sobre onde os estoques estão guardados — normalmente na retaguarda, sob guarda dos farmacêuticos, dentro de geladeiras, para conservar a substância. Para reduzir os riscos, estão contratando seguranças, restringindo estoques ou até fechando mais cedo.

Além do impacto econômico, há também preocupação com os efeitos sobre a saúde dos pacientes. O uso indiscriminado dos medicamentos, sem acompanhamento médico, pode causar desequilíbrios como desidratação, perda excessiva de massa muscular, vômitos ou constipação. Por isso, desde junho, farmácias passaram a reter obrigatoriamente as receitas desses medicamentos, medida que busca frear roubos e abuso de uso.